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Abr 08

Salvaguardou que "como gestor público" teria de ser "ponderado nas palavras", mas o presidente da companhia de transportes públicos Carris foi tudo menos contido na intervenção que fez quinta-feira na Sociedade Portuguesa de Geografia, no âmbito das comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra.


Os decisores políticos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e, em particular, a Câmara de Lisboa não se furtaram às críticas de José Silva Rodrigues, para quem a capital "está a pagar o preço da incapacidade e da sucessão gigantesca de asneiras" perpetradas por "executivos de todas as cores ao longo dos últimos 30 anos"."Quem governa a AML? Ninguém. A AML é uma ficção.


Há mais de 20 entidades, cada uma responsável por um bocadinho, o que é apenas uma desculpa para não se fazer nada. Corre tudo mal, cada um diz que fez o seu bocadinho bem e ninguém é responsabilizado", censurou Silva Rodrigues. "Não estou a dizer que a solução é a regionalização, mas a governabilidade da AML é fundamental para acabar com este caos em que vivemos: o congestionamento automóvel permanente penaliza gravemente a qualidade de vida e a competitividade da cidade", advertiu.


Mas, sublinhou o presidente da Carris e ex-vereador da Câmara de Lisboa, o "caos" é também imputável à autarquia da capital, que "tem de assegurar transportes colectivos de qualidade" e deixar de planear a cidade para o automóvel. "A câmara tem caído na tentação de ir empurrando com a barriga as coisas enquanto pode até não aguentar mais. Quando fui vereador não havia uma direcção de mobilidade, mas de tráfego, e 15 anos depois a lógica é a mesma.


"Limitar, tornar mais caro e sobretudo fiscalizar o estacionamento são as medidas que a câmara deveria tomar de imediato, explicou o presidente da Carris. "O estacionamento não pode continuar a ser feito da forma que o fazemos em Lisboa, sem regras claras e sem uma política rigorosa", preveniu perante uma plateia de cerca de 25 académicos.


"Aumentar o espaço de estacionamento na cidade é andar ao contrário do que deve ser feito. É relativamente fácil gerir esta variável e, se na AML não a gerimos adequadamente, então na cidade não a gerimos de todo: é só ver as segundas filas, os passeios cheios de carros, a falta de fiscalização e o sentimento de impunidade generalizado dos cidadãos".


Assim, para o também economista, a câmara deve sobretudo penalizar os prevaricadores, aperceber-se de que "regular bem o estacionamento não é fazer espectáculos ocasionais para as televisões" e, sobretudo, deixar de "fazer tudo ao contrário do que diz". "Dizem que querem uma cidade descongestionada e depois anunciam novos parques no centro da cidade. Qual a coerência deste modelo?"


Aumentar as vias destinadas aos transportes públicos e dar-lhes semaforização prioritária ("se estiver parado nos sinais e vir os autocarros a avançar, se calhar até penso mudar de meio de transporte") são outras soluções apontadas por Silva Rodrigues.


 

publicado por antonio ribeiro às 11:58

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publicado por antonio ribeiro às 11:40

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