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03
Out 09

A Associação de Pais da Escola dos Lápis(APPEL) está contra as condições de segurança para as crianças da renovada escola Barbosa du Bocage, na Póvoa de Santo Adrião cuja inauguração oficial esteve marcada para esta manhã e foi adiada para data desconhecida.

 

 


 

 

Tendo aberto no início do Ano lectivo, a escola apresenta alguns problemas, segundo a direcção da Associação de Pais que no dia 24 de Setembro enviou à vereadora da Educação, Fernanda Franchi uma carta onde dava conta de todos os problemas existentes. Posteriormente e em reunião com a Associação a vereadora, segundo Célia Matos, Presidente da Associação, terá prometido uma resposta para esta Quinta-feira. Como não houve resposta a associação convocou uma manifestação para a porta da escola à hora da inauguração. Não sabemos se o motivo foi a manifestação mas sabemos que numa primeira fase a hora mudou das 10h00 para as 11h00 e posteriormente passou para dia a indicar.

 

Embora a abertura da nova escola tivesse sido um momento de alegria para os pais «Que ansiávamos por ver as nossas crianças numa escola digna, com as condições mínimas que se podem exigir», passados os momentos iniciais de entusiasmo os pais começaram a detectar «Inúmeras insuficiências e dificuldades que criam um clima de insegurança e desorganização para alunos, funcionários e encarregados de educação».

Dizem os pais que «Algumas destas insuficiências são inadmissíveis para o normal funcionamento da escola e têm sido resolvidas, a nosso ver de forma incompreensivelmente morosa. Outras subsistem, sem fim à vista, pondo em causa a segurança e qualidade da escola, e a nossa confiança para aí deixarmos os nossos filhos».
Na carta enviada a Fernanda Franchi são apontados os seguintes problemas:
  • Número de Auxiliares de Acção Educativa manifestamente insuficiente (pondo em causa a organização da escola, a segurança das crianças e a higiene das instalações);
  • Inexistência de animadores socioculturais(que poderiam dar apoio no espaço de recreio reduzindo situações de conflito e violência entre as crianças);
  • A ausência de uma Educadora de Infância (havendo uma turma do jardim de Infância que ainda não começou as aulas nem tem nenhuma perspectiva de começar;
  • A existência de apenas um professor de apoio (que neste momento se encontra a substituir uma professora com baixa médica);
  • A permanência de turmas em horário duplo (quatro turmas);
  • As instalações e espaços exteriores apresentam várias situações de perigo para as crianças (Muros altos sem barreiras; janelas de 1° andar sem fechos de protecção; portas de segurança abertas e sem controlo de saída; escadas sem material anti-derrapante; ausência de separação entre recreio do jardim de infância do restante; portões de abastecimento que, quando abertos, não têm controlo de saídas e entradas; deficiências nos arranjos exteriores, entre outros);
  • Espaço comum e inadequado para refeitório e ginásio (é insuficiente e coloca em causa a higiene exigida num refeitório; por outro lado, a cozinha fechada e a porta de passagem entre a mesma e o refeitório não são as adequadas a este tipo de serviço);
  • Ausência de espaços exteriores com protecções para o sol e a chuva;
  •  Psicóloga com horário insuficiente para dar resposta às necessidades de apoio;
  • Espaço exterior à escola sem passadeira, sinalização adequada e lugares de paragem para as carrinhas e camionetas de transportes de crianças;
  • Os intervalos das aulas e AEC (actividades de enriquecimento curricular) são um período especialmente crítico, constituindo um ambiente de agressões entre as crianças, sem o necessário acompanhamento de adultos, levando muitos encarregados de educação à desistência destas actividades (AEC).
Os pais dizem ainda que «Esta é uma escola problemática, com muitas situações que exigem acompanhamento e intervenção, tornando a necessidade da permanência de técnicos especializados primordial.
Perante este contexto e as insuficiências apontadas a situação começa a assumir contornos de caos e insegurança. A APEL, para além de se manter alerta a estas e a futuras situações, tudo fará para defender a segurança e qualidade da escola das nossas crianças.
Solicitamos à Câmara Municipal de Odivelas que tome medidas urgentes na resolução dos problemas, directamente ao nível das suas competências ou pressionando as entidades respectivas».
Apesar da desmarcação do acto inaugural os pais mantiveram a manifestação e durante a manhã algumas dezenas de pessoas permaneceram à porta da escola.

 Diário de Odivelas

publicado por antonio ribeiro às 18:54

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